A Faculdade de Medicina de Bauru (FMBRU) da USP iniciou um projeto de dois anos voltado a capacitar estudantes e profissionais da saúde para enfrentar os impactos das mudanças climáticas e ambientais sobre a população e sobre a organização do Sistema Único de Saúde (SUS). Intitulada A Terra Dá, a Terra Quer, a iniciativa foi contemplada pelo Edital nº 23/2026 do programa PET-Saúde, do Ministério da Saúde.
O projeto reúne mais de 60 participantes, incluindo 40 estudantes de graduação de cursos como Medicina, Odontologia e Fonoaudiologia, além de docentes, tutores e preceptores. As instituições parceiras englobam a Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP, o Hospital das Clínicas de Bauru (HC Bauru), a Secretaria Municipal de Saúde de Agudos e a Unesp (campi de Bauru).
Integração entre ensino, serviço e comunidade
Segundo a coordenação, a proposta busca aproximar a formação acadêmica das necessidades reais dos territórios. Ao longo de 24 meses, serão desenvolvidas atividades de diagnóstico territorial, vigilância e inovação em saúde voltadas a eventos extremos, como ondas de calor, secas e riscos hídricos e sanitários.
As ações práticas incluem o mapeamento de vulnerabilidades socioambientais, a construção de protocolos territoriais de cuidado e a qualificação dos fluxos de atendimento na rede pública, priorizando a equidade e a proteção de populações vulnerabilizadas.
Abordagem integrada e saberes locais
Além da formação interprofissional, o projeto valoriza os saberes comunitários e populares para desenvolver estratégias locais de adaptação e resiliência. O primeiro encontro presencial dos participantes ocorreu no auditório da Biblioteca da USP Bauru, marcando o início oficial das atividades práticas e dos grupos de aprendizagem previstos na iniciativa.
Foto: Ale Gennari/FMBRU
Fonte: Jornal da USP — conteúdo adaptado. Leia a matéria original.


