A 383ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde (CNS), realizada em 8 de outubro, em Brasília, dedicou um debate ao Dia Mundial da Saúde Mental (10 de outubro). Entre os fatores que pressionam o quadro do país, os participantes apontaram jogos e apostas, uso excessivo de telas, precarização do trabalho e violências, somados a desigualdades históricas.
Rede pública em números
O coordenador-geral da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Ministério da Saúde, Bruno Ferrari, apresentou dados da rede: são 3.158 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e mais de 88 mil trabalhadores da área. Em 2025, foram realizados 79 milhões de procedimentos.
O que defenderam os especialistas
- A saúde mental é coletiva e depende das condições de vida, dos determinantes sociais e do território.
- O sofrimento psíquico é atravessado pelas desigualdades, e o CAPS não pode ser responsabilizado sozinho pelo cuidado de um território.
- O cuidado exige mais que medicação e deve incluir projeto de vida, arte, cultura e convivência.
- Entre as recomendações estão cuidado integral, continuidade do tratamento, financiamento adequado e fortalecimento da RAPS.
O debate também repercutiu denúncias de violação de direitos em residências terapêuticas no Pará e em Minas Gerais, e o CNS reafirmou sua oposição às comunidades terapêuticas.


