Quinta-feira, 22 de outubro de 2026 Saúde e bem-estar para todo o Brasil
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Projeto na Câmara prevê isenção de Imposto de Renda para aposentados com sequelas neurológicas

Projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados propõe incluir sequelas neurológicas permanentes entre as condições que garantem isenção de Imposto de Renda para aposentados.

Deputado Dr. Frederico em pronunciamento na Câmara dos Deputados

O Projeto de Lei 3317/26, em tramitação na Câmara dos Deputados, busca ampliar os direitos tributários de aposentados que enfrentam condições graves de saúde. A proposta prevê a inclusão de sequelas neurológicas limitantes e permanentes entre as hipóteses que garantem a isenção do Imposto de Renda sobre proventos de aposentadoria.

Pelo texto da proposta, o benefício fiscal deverá ser concedido mediante a apresentação de laudo médico especializado. A medida também contempla a possibilidade de abranger sequelas decorrentes de doenças contraídas após a concessão da aposentadoria, oferecendo suporte financeiro adicional aos pacientes e seus familiares.

Ampliação de direitos e impacto no tratamento

De acordo com o autor da iniciativa, deputado Dr. Frederico (PL-MG), a alteração legislativa tem como objetivo adequar a legislação tributária à realidade enfrentada pelos segurados. As sequelas neurológicas podem acarretar perdas significativas de mobilidade, capacidade de fala, memória e regulação emocional, gerando custos elevados com terapias e acompanhamento especializado contínuo.

A proposta modifica a Lei 7.713/88, que atualmente já assegura a isenção do imposto a aposentados e militares reformados diagnosticados com condições como neoplasias malignas, doença de Parkinson, cardiopatia grave e paralisia irreversível e incapacitante.

Próximos passos na Câmara

O texto seguirá para análise em caráter conclusivo pelas comissões temáticas da Casa, passando pelas instâncias de Finanças e Tributação, além da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que passe a valer em definitivo, o projeto ainda precisará ser aprovado pelo Plenário da Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Fonte: Câmara dos Deputados — conteúdo adaptado. Leia a matéria original.