Quinta-feira, 22 de outubro de 2026 Saúde e bem-estar para todo o Brasil
Saúde Mental

Apostas, telas e precarização do trabalho pressionam a saúde mental, alertam especialistas

Debate no Conselho Nacional de Saúde, em alusão ao Dia Mundial da Saúde Mental, destacou a rede pública de 3.158 CAPS e a necessidade de cuidado integral.

Foto: CNS/divulgação

A 383ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde (CNS), realizada em 8 de outubro, em Brasília, dedicou um debate ao Dia Mundial da Saúde Mental (10 de outubro). Entre os fatores que pressionam o quadro do país, os participantes apontaram jogos e apostas, uso excessivo de telas, precarização do trabalho e violências, somados a desigualdades históricas.

Rede pública em números

O coordenador-geral da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no Ministério da Saúde, Bruno Ferrari, apresentou dados da rede: são 3.158 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e mais de 88 mil trabalhadores da área. Em 2025, foram realizados 79 milhões de procedimentos.

O que defenderam os especialistas

  • A saúde mental é coletiva e depende das condições de vida, dos determinantes sociais e do território.
  • O sofrimento psíquico é atravessado pelas desigualdades, e o CAPS não pode ser responsabilizado sozinho pelo cuidado de um território.
  • O cuidado exige mais que medicação e deve incluir projeto de vida, arte, cultura e convivência.
  • Entre as recomendações estão cuidado integral, continuidade do tratamento, financiamento adequado e fortalecimento da RAPS.

O debate também repercutiu denúncias de violação de direitos em residências terapêuticas no Pará e em Minas Gerais, e o CNS reafirmou sua oposição às comunidades terapêuticas.

Fonte: Agência Gov / Conselho Nacional de Saúde — conteúdo adaptado. Leia a matéria original.