Quarta-feira, 21 de outubro de 2026 Saúde e bem-estar para todo o Brasil
Saúde do Homem

Linfoma não Hodgkin: entenda o câncer do sangue que, segundo o Inca, atinge mais homens

Das 10.180 novas ocorrências previstas no país este ano, 5.370 são em homens. Hematologista explica sintomas, diagnóstico e tratamentos.

Foto: Netinho.com.br/Divulgação

O linfoma não Hodgkin é um câncer do sangue que se origina no sistema linfático, rede de vasos, gânglios e órgãos que integra as defesas do organismo. A forma do tipo B corresponde a cerca de 85% dos casos: nela, os linfócitos sofrem mutações e se acumulam de modo desordenado em linfonodos e outros órgãos.

Números do Inca

O Instituto Nacional de Câncer prevê 10.180 novos casos de linfoma não Hodgkin no país este ano: 5.370 em homens e 4.810 em mulheres.

Sintomas e fatores de risco

Entre os sinais estão gânglios aumentados, febre, suores noturnos intensos, perda de peso sem explicação e fadiga. A causa exata ainda não é conhecida, mas idade, sexo, imunossupressão, doenças autoimunes, exposição a radiação e a substâncias tóxicas e algumas infecções (como Epstein-Barr, HIV, HTLV e Helicobacter pylori) estão associados à doença.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito por biópsia de linfonodos, punção de medula e exames de imagem, e o estadiamento vai de I a IV. O tratamento depende do estágio e do estado geral do paciente, e pode incluir quimioterapia, radioterapia, anticorpos monoclonais, terapia-alvo, imunoterapia e transplante de células-tronco. A hematologista Talita Maira Bueno da Silveira, do A.C. Camargo Cancer Center, destacou avanços recentes, sobretudo com terapias celulares como a CAR-T, que, segundo ela, “reativa o sistema imunológico para que ele ataque o tumor”. A CAR-T comercial ainda não é produzida no Brasil.

O assunto ganhou destaque após a morte do cantor Netinho, cujo subtipo, o linfoma plasmoblástico, é raro, mais agressivo e mais comum em pacientes imunossuprimidos.

Fonte: Agência Brasil — conteúdo adaptado. Leia a matéria original.