A Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) completa 16 anos neste dia 19 de outubro. A estrutura é responsável pela coordenação e execução da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas e pela gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS). A atuação atende mais de 830 mil indígenas aldeados em todas as regiões do país.
A criação da secretaria representou uma mudança estrutural na organização da saúde indígena. Com a nova divisão, a coordenação da atenção primária passou a ser exercida diretamente pelo Ministério da Saúde, integrando a assistência às especificidades de cada comunidade.
Estrutura dos distritos e equipes em campo
Atualmente, a assistência está organizada em 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Ao contrário da divisão administrativa convencional, os distritos consideram critérios territoriais, populacionais e socioculturais. O atendimento básico reúne ações de promoção da saúde, prevenção de doenças e vacinação.
Esse cuidado é realizado por Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI). A presença de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Agentes Indígenas de Saneamento (Aisan) ajuda a aproximar os serviços das aldeias, facilitando a comunicação intercultural e o respeito às práticas tradicionais de cuidado.
Saneamento e apoio assistencial
Em localidades isoladas, o transporte de profissionais, insumos e pacientes requer planejamento logístico por vias terrestres, fluviais ou aéreas. Quando há necessidade de procedimentos de alta complexidade fora das aldeias, os pacientes contam com o suporte das Casas de Saúde Indígena (Casai).
A pasta também coordena intervenções de saneamento ambiental, com foco no abastecimento e no monitoramento da qualidade da água, prevenindo a incidência de agravos diarreicos nas comunidades.
Foto: Luiz Claudio Moreira / Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde — conteúdo adaptado. Leia a matéria original.


