O total de concessões de benefícios por incapacidade temporária associadas a transtornos mentais e comportamentais ultrapassou 546 mil registros no Brasil ao longo de 2025. O levantamento oficial do Ministério da Previdência Social revela um crescimento superior a 15% na comparação com o ano anterior, colocando a ansiedade e os episódios depressivos como as principais causas de afastamento ocupacional.
Especialistas apontam que fatores cotidianos nas organizações, como a cobrança contínua por metas, o volume excessivo de atribuições e a restrição da autonomia profissional, colaboram de maneira determinante para a deterioração do equilíbrio emocional dos colaboradores.
Atenção aos sinais e busca por apoio profissional
Diante de quadros de estresse ocupacional prolongado, profissionais de saúde mental ressaltam a importância de reconhecer os primeiros sinais de sobrecarga psíquica. A recomendação médica e psicológica orienta a busca imediata por acompanhamento especializado e a preservação de períodos efetivos de descanso durante a rotina.
Momentos regulares de desconexão das exigências externas são fundamentais para que o organismo reduza a tensão e restabeleça a capacidade de processar sentimentos desafiadores, evitando o agravamento das condições clínicas.
Atualização de norma exige gestão de riscos ocupacionais
O cenário motivou ajustes regulatórios no ambiente produtivo nacional. Com a revisão da norma regulamentadora número 1, a NR-1, o gerenciamento de riscos ocupacionais passou a contemplar expressamente os fatores psicossociais.
A diretriz estabelece que as empresas devem superar ações exclusivamente pontuais e estruturar medidas contínuas voltadas à segurança psíquica coletiva.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Radioagência Nacional — conteúdo adaptado. Leia a matéria original.


